4 clipes musicais com cinematografias incríveis

O hábito da indústria musical de lançar videoclipes tornou-se muito popular na década de 80, quando o imortal Rei do Pop, Michael Jackson, criou a tendência com os clipes de Thriller e Bad. Antes disso, não era comum nos depararmos com vídeos do tamanho de curtas-metragens, com produções dispendiosas e histórias elaboradas.

Hoje em dia, no entanto, por mais que a “era dos videoclipes” já não esteja mais em voga, o lançamento de clipes musicais ramificou-se em diversos tipos – seja por motivos políticos (como o álbum audiovisual Lemonade, de Beyoncé) ou puramente pela promoção de singles.

Pensando no uso da alta cinematografia para a composição de clipes, selecionamos 4 vídeos musicais incríveis para você contemplar com olhos e ouvidos.

 

1. False Prophets – J. Cole

Com fotografia impressionante, False Prophets acompanha o rapper J. Cole num passeio despretensioso por locais comuns de um espaço urbano: mercado da esquina, loja de roupas e bijuterias e, até mesmo, dentro de um ônibus. O que é comum em cada take do clipe são suas cores. Tons pasteis e fluorescentes de azul, laranja e rosa (claramente, nivelados no processo de pós-produção) formam toda a beleza visual do vídeo. Ouça o single do rapper e desfrute da sinestesia advinda de seu clipe:

(Fonte: Dreamville / YouTube)

 

2. Red Lips – feat. Sam Bruno (Skrillex Remix)

Se você gosta de filmes de terror, impossível não reconhecer a protagonista do clipe. Anya Taylor-Joy (A Bruxa, Fragmentado) estrela esta versão da canção do jogo GTA, remixada pelo famoso DJ Skrillex (ouça a música original aqui).

No videoclipe, Anya interpreta uma doce garota que, eventualmente, é seduzida por seres sombrios no meio de uma paisagem deserta. A direção de Grant Singer, assim como toda a parte artística, é simplesmente impecável. A impressão que fica é a de que estamos assistindo a um conto de fadas de terror – que, por sinal, é mais assustador do que muito filme popular por aí.

A fotografia acobreada e os tons claros do figurino de Anya contrastam com a escuridão dos bailarinos, que interpretam seres de outras dimensões. Em seguida, passamos a uma sala fechada, e o figurino da atriz modifica-se para trajes pretos de estilo gótico. Tudo ali fora pensado para dar a sensação de estarmos presos e controlados (inclusive a sincronização dos movimentos dos bailarinos com as batidas da música). O enredo lembra um tanto o de A Hora do Pesadelo (1984), em que uma adolescente sofre com sonhos terríveis e com um vilão muito real. Confira o clipe de Red Lips abaixo:

(Fonte: Skrillex / YouTube)

 

3. Pynk – Janelle Monáe

O vídeo de Janelle Monáe desconstrói a cor mais afeminada de todas, que também dá título à canção. O feminismo da cantora fica totalmente explícito neste vídeo. Apesar de tanta cor-de-rosa (muito bonita no clipe, diga-se de passagem), Janelle, a atriz convidada Tessa Thompson (Thor: Ragnarok, Westworld) e as demais bailarinas (todas negras) performam em nome da libertação sexual feminina.

Uma das imagens mais belas do clipe é a em que Janelle, que usa uma calça que simula lábios vaginais, abraça Tessa com as pernas – como se a cabeça da atriz fosse o clitóris. Dá uma olhada neste hino!

(Fonte: Janelle Monáe / YouTube)

 

4. Queen of Peace & Long and Lost – Florence + The Machine

O clipe de quase 10 minutos de Florence Welch engloba duas canções de seu terceiro álbum (How Big, How Blue, How Beautiful). O vídeo, assim como as músicas, é essencialmente poético. A fotografia esverdeada dá um clima de pacificidade e conforto, que contrasta com o caos interno da personagem principal. Somente pela fotografia, percebemos o conceito do vídeo de aproximar a ideia de paz da natureza terrestre.

Florence age quase que como uma “Mãe Terra” no clipe, abençoando a todos, numa tentativa de despertar amor e empatia coletiva. Em seguida, na transição entre as músicas, o verde anterior se transforma no azul-escuro do céu noturno, simbolizando, principalmente, a solidão de Long and Lost. O que a primeira parte, com Queen of Peace, tem de exteriorização, a segunda tem de instrospecção. Confira o belo trabalho abaixo:

(Fonte: florencemachine / YouTube)

 

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