5 filmes brasileiros de coming-of-age

Você sabe o que significa a expressão em inglês coming-of-age? Em tradução livre, a expressão é equivalente à “vinda da idade”. Isso quer dizer que um filme que fale sobre coming-of-age – ou melhor, que esteja dentro deste gênero – retrata o amadurecimento de jovens, diante das dificuldades do mundo adulto. Isso inclui sexualidade, relacionamentos amorosos, relação com a família, vida profissional ou acadêmica, consumo de drogas e problemas financeiros.

Assim como na vida real, grande parte da juventude cinematográfica se vê em verdadeiras crises existenciais. Em Hollywood, essa fase da vida fora representada massivamente na década de 80 – com longas-metragens como Clube dos Cinco (1985), Curtindo a Vida Adoidado (1986), Conta Comigo (1986) e A Garota de Rosa-Shocking (1986). Todas essas produções, por exemplo, se enquadram como “filmes para adolescentes”. Já no Brasil, devido à certa precariedade do cinema nacional, apenas tardiamente o amadurecimento dos jovens foi abordado de forma aprofundada. Confira 5 filmes brasileiros de coming-of-age que merecem ser assistidos:

 

1. AS MELHORES COISAS DO MUNDO (2010)

Dirigido por Laís Bodanzky, As Melhores Coisas do Mundo foi inspirado na série de livros Mano (de Gilberto Dimenstein e Heloísa Prieto). O filme conta o período de um mês da vida do adolescente paulistano de mesmo nome da obra original. Mano (Francisco Miguez), um jovem sensível e tímido, tem de lidar com as adversidades da juventude na escola e em casa. Seus pais acabaram de se separar, seu irmão está cada vez mais distante e a pressão dos colegas nunca fora tão forte. Assim, Mano amadurece sutilmente diante da necessidade de enfrentamento de tais dificuldades.

A produção levou os prêmios de Melhor Filme do Festival Internacional de Cine para la Infancia y la Juventud (Madrid, 2011); e de Melhor Ator Coadjuvante (Caio Blat) no Grande Prêmio do Cinema Brasileiro (2011). Disponível no Telecine Play.

Trailer (Fonte: YouTube / Warner Bros. Pictures Brasil)

 

2. DO COMEÇO AO FIM (2009)

O longa-metragem trata de verdadeiros tabus, como homossexualidade e incesto. De Aluizio Abranches, a história de amor de Tomaz (Rafael Cardoso) e Francisco (João Gabriel Vasconcellos) causou rejeição de grande parte do público, por mostrar dois irmãos tendo um relacionamento amoroso. De mesma mãe e pais diferentes, os irmãos eram próximos desde a infância, o que desperta certo estranhamento nos demais personagens. Já adultos, Tomaz e Francisco têm a chance de viver a relação há muito desejada. Disponível no Vimeo.

Trailer (Fonte: YouTube / Downtown Filmes)

 

3. O ANO EM QUE MEUS PAIS SAÍRAM DE FÉRIAS (2006)

Filme semi-autobiográfico do diretor e roteirista Cao Hamburguer. Em 1970, Mauro (Michel Joelsas) é um garoto de 12 anos que vê sua vida mudar quando os pais saem repentinamente de férias. Após a morte do avô, que tomaria conta do menino até o retorno de seus pais, Mauro fica sob os cuidados de Shlomo (Germano Haiut), um vizinho judeu. O longa aborda a questão da perseguição política durante a ditadura militar.

Foi indicado pelo Ministério da Cultura como representante brasileiro de Filme Estrangeiro ao Oscar 2008; e está na 99ª posição da lista de Melhores Filmes Brasileiros, segundo a Abraccine (Associação Brasileira de Críticos de Cinema). Disponível no YouTube.

Trailer (Fonte: YouTube / canalgullane)

 

4. CALIFÓRNIA (2015)

Estela (Clara Gallo) é uma adolescente paulistana dos anos 80, que sonha em viajar para a Califórnia. Apaixonada por um menino da escola e em contato constante com o rock’n’roll oitentista, a jovem passa por algumas situações cômicas e difíceis – principalmente quando o tio adorado retorna ao Brasil de forma inesperada.

Dirigido e escrito por Marina Person, foi indicado ao Grande Prêmio do Cinema Brasileiro na categoria de Melhor Filme. Disponível no Globosat Play.

Trailer (Fonte: YouTube/ Vitrine Filmes)

 

5. HOJE EU QUERO VOLTAR SOZINHO (2014)

Hoje Eu Quero Voltar Sozinho, de Daniel Ribeiro, conta o início da história de Leonardo (Guilherme Lobo), um adolescente cego, e Gabriel (Fabio Audi), um novato na escola. O longa fora baseado no curta-metragem Eu Não Quero Voltar Sozinho (2010), também escrito e dirigido por Ribeiro. Com texto super sensível e abordagem verossímil, a produção foi indicada pelo Ministério da Cultura ao Oscar 2015. Disponível no Globosat Play.

Trailer (Fonte: YouTube / Hoje Eu Quero Voltar Sozinho)

 

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